Eu me lembro das aulas de Geografia. Minhas professoras diziam que o Brasil estava livre das catástrofes causadas por fenômenos naturais. Eu ficava impressionado com os documentários sobre vulcões, terremotos e furacões. Sentia alívio e sorte por viver em um lugar abençoado, tranquilo e seguro.
Ao acompanhar todas as desgraças que vêm acontecendo no mundo, apenas nestes últimos meses, nós percebemos que realmente temos sorte. As placas tectônicas se mexem e apenas algumas regiões sentem um pouquinho algum tremor estranho. Aqui em casa, de vez em quando, eu sinto a terra tremer, mas só quando passa um caminhão muito pesado pela estrada! Alerta de tsunami? Que nada! Apenas evitamos ir a praia em dias que o mar está de ressaca.
Terremoto no Chile abala o mundo. Brasil também tem problemas naturais
Apesar de não sabermos o que estas tragédias poderiam provocar, nós temos, sim, os nossos problemas e são gravíssimos. Enquanto nos preocupamos em como vamos fazer para ajudar Haiti e Chile, muitas áreas continuam a aguardar soluções para evitar o impacto que as chuvas de verão causam nas grandes cidades. Este ano os ciclones não passaram por aqui como em temporadas passadas, mas certamente ainda vamos ver casas destruídas e pessoas desabrigadas. E quantas famílias continuarão vivendo em condições subumanas por causa do processo de desertificação?
Claro que a nossa defesa civil trabalha para melhorar os trabalhos referentes às questões de alarme e ajudar na prevenção. Mas isto em apenas alguns lugares. São mínimas as cidades que possuem organizada uma Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec). Se existem, pouco se faz. O orçamento disponibilizado para este setor é insuficiente para garantir estudos e viabilizar projetos para melhorar a estrutura de determinados locais.
Todos sabemos que é sempre mais fácil prevenir a remediar. E quando uma catástrofe chega, geralmente vem sem avisar.

